A chamada sociedade da informação nos proporciona muitas coisas boas, mas também tem nos tirado experiências e prazeres valiosíssimos. Por exemplo, hoje quase não se consegue mais puxar uma daquelas conversas amenas, falar um monte de clichê do tipo ‘não sei onde a gente vai parar com essa violência’, ‘político é tudo ladrão’ ou ‘nunca passei tanto calor na primavera como neste ano’. Com tanta informação disponível na internet, tanto smartphone, tanto programa de rádio, todo mundo anda medianamente informado sobre quase tudo. O zelador do seu prédio tem na ponta da língua estatísticas do mapa da violência, a vovó que está a seu lado no metrô discorda da generalização negativa sobre os políticos e cita os melhores parlamentares no ranking do Diap, e seu filho de seis anos lhe explica a diferença entre efeito estufa e aquecimento global. Não existe mais conversa casual, aquela prosa arrastada, prolixa e desatenta cujo único objetivo é esse mesmo: falar por falar, num diálogo que não acrescenta, mas também não usurpa nada. Leia a íntegra em Ideias do Deserto.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Conversa agora, só com conteúdo
A chamada sociedade da informação nos proporciona muitas coisas boas, mas também tem nos tirado experiências e prazeres valiosíssimos. Por exemplo, hoje quase não se consegue mais puxar uma daquelas conversas amenas, falar um monte de clichê do tipo ‘não sei onde a gente vai parar com essa violência’, ‘político é tudo ladrão’ ou ‘nunca passei tanto calor na primavera como neste ano’. Com tanta informação disponível na internet, tanto smartphone, tanto programa de rádio, todo mundo anda medianamente informado sobre quase tudo. O zelador do seu prédio tem na ponta da língua estatísticas do mapa da violência, a vovó que está a seu lado no metrô discorda da generalização negativa sobre os políticos e cita os melhores parlamentares no ranking do Diap, e seu filho de seis anos lhe explica a diferença entre efeito estufa e aquecimento global. Não existe mais conversa casual, aquela prosa arrastada, prolixa e desatenta cujo único objetivo é esse mesmo: falar por falar, num diálogo que não acrescenta, mas também não usurpa nada. Leia a íntegra em Ideias do Deserto.
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